Em minha cama
Minha cama é meu templo e também minha prisão.
Palco de tácita lucidez e momentos de alucinação.
Onde falo com meu íntimo, sem respostas aos dilemas.
Com meu interior querendo encontrar a razão de tais problemas.
Talvez nem sejam problemas, só fruto de alienação.
Mas fácil é falar, difícil é alimentar a paz que necessita meu coração.
Com cede, dentro de um lago de possibilidades.
Mas nada que esse mundo tem a oferecer, me trará saciedade.
Deitado nessa cama, com olhos vidrados na escuridão.
Momento intimido, introspectivo, imerso em reflexão.
Sinto olhos que observam, olhos de acusação.
São meus olhos, transbordando desprezo e desaprovação.
Onde imaginei ter paz, onde busquei ter refúgio.
Apenas me apeguei a um bom subterfugio.
Devaneios de alguém que apenas busca entender.
Se a vida é uma competição, ela não quero vencer.
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